Um dos assuntos mais comentados ultimamente são as vacinas. Mas você sabe como são feitas as vacinas? Veja 11 curiosidades sobre o assunto:
Um dos assuntos mais comentados ultimamente são as vacinas. Elas foram descobertas há muito tempo e despertam diferentes opiniões acerca do tema. Mas você sabe como são feitas as vacinas? Veja 11 curiosidades sobre o assunto:
Antes que as vacinas existissem, o mundo era um lugar bem mais perigoso, no qual milhões de pessoas morriam anualmente de doenças que hoje são evitáveis. A China foi o primeiro país a descobrir uma forma rudimentar de vacinação, ainda no século 10º: a prática da “variolação” consistia em expor pessoas saudáveis a tecidos das feridas causadas pelas doenças para aumentar a imunidade dessa população.
Oito séculos mais tarde, o médico britânico Edward Jenner notou que mulheres que ordenhavam leite costumavam pegar varíola bovina de baixa gravidade, mas raramente contraíam a versão mais mortífera da varíola. Na época, essa era uma doença infecciosa altamente contagiosa, que matava cerca de 30% das pessoas infectadas. Os sobreviventes costumavam ter sequelas graves, como a cegueira. Em 1796, Jenner fez um experimento com um menino de oito anos chamado James Phipps: inseriu pus de uma ferida de varíola bovina no garoto, que rapidamente desenvolveu os sintomas.
Assim que James se recuperou da doença, Jenner infectou o garoto com o vírus mais mortal da varíola, mas sua saúde permaneceu intacta. A exposição à varíola bovina havia feito com que ele se tornasse imune. Em 1798, os resultados foram publicados, e a palavra vacina – “vaccine”, em inglês, originária de “vacca”, que é vaca em latim – foi cunhada.
No último século, a imunização ajudou a reduzir drasticamente o impacto de doenças. Cerca de 2,6 milhões de pessoas morriam, a cada ano, de sarampo no mundo, até que a primeira vacina contra a doença fosse criada, nos anos 1960. A vacinação levou à redução de 80% nas mortes por sarampo entre 2000 e 2017 no planeta, segundo a OMS. E não faz muito tempo que milhões de crianças corriam o risco real de morrerem ou sofrerem paralisia por conta da poliomielite. Hoje em dia, essa doença foi praticamente extinta.
Existem diferentes caminhos para se criar uma vacina. Um deles é enfraquecer o vírus, para que o sistema imunológico posa gerar células que farão parte da camada de proteção da pessoa no futuro, como as vacinas da rubéola e catapora. Outro caminho é eliminar o vírus a partir da criação de uma substância que mata o vírus, não dando tempo do vírus ou a bactéria se reproduzir a tempo de espalhar a doença, como acontece com a vacina da hepatite A e contra a raiva. O último caminho é remover parte do microrganismo utilizando parte do vírus em sua composição, coletado a partir de proteínas de sua superfície. Quando o sistema imunológico responde a uma parte do vírus, essa é a estratégia mais indicada para se fazer uma vacina, como o caso da vacina contra o HPV.
A fabricação de uma vacina é feita em seis etapas. A primeira é a pesquisa e coleta de amostras, onde é realizada a incubação do agente patológico para conhecê-lo melhor.
A segunda etapa é a descoberta e o desenvolvimento, os quais se dão de acordo com a vacina, onde diferentes agentes podem ser combinados, enfraquecidos ou ativados. Essa é a etapa em que a estratégia escolhida para que seja feita a vacina será aplicada. A partir da identificação de amostras e as características desejadas para a imunização dos pacientes, a vacina é, então, desenvolvida.
Esta etapa consiste nos testes pré-clínicos e clínicos. Os teste pré-clínicos são realizados em laboratório com cobaias, geralmente animais, como ratos; e os teste clínicos são realizados em pessoas, que aceitam participar destes testes. O intuito de tais testes é ter a certeza de que a nova vacina é segura e que, de fato, ela age no foco da doença.
A quarta etapa é a liberação dos órgãos reguladores da vacina, como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nessa etapa, é realizado um pedido formal para que a vacina seja aprovada para fabricação.
A quinta etapa é a fabricação do produto conforme as diretrizes pelos laboratórios certificados para tal.
A sexta e última etapa é a distribuição das vacinas para a população. De acordo com uma procura projetada pela imunização, os laboratórios fabricantes das vacinas realizam a distribuição em locais autorizados, como clínicas particulares, que, por sua vez, administram as doses. O número de doses de vacina a ser produzido já é calculado para que essa demanda seja atendida adequadamente.
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