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Como são feitas as vacinas? 11 curiosidades sobre

Um dos assuntos mais comentados ultimamente são as vacinas. Elas foram descobertas há muito tempo e despertam diferentes opiniões acerca do tema. Mas você sabe como são feitas as vacinas? Veja 11 curiosidades sobre o assunto:

1. A invenção

Antes que as vacinas existissem, o mundo era um lugar bem mais perigoso, no qual milhões de pessoas morriam anualmente de doenças que hoje são evitáveis. A China foi o primeiro país a descobrir uma forma rudimentar de vacinação, ainda no século 10º: a prática da “variolação” consistia em expor pessoas saudáveis a tecidos das feridas causadas pelas doenças para aumentar a imunidade dessa população.

2. Evolução

Oito séculos mais tarde, o médico britânico Edward Jenner notou que mulheres que ordenhavam leite costumavam pegar varíola bovina de baixa gravidade, mas raramente contraíam a versão mais mortífera da varíola. Na época, essa era uma doença infecciosa altamente contagiosa, que matava cerca de 30% das pessoas infectadas. Os sobreviventes costumavam ter sequelas graves, como a cegueira. Em 1796, Jenner fez um experimento com um menino de oito anos chamado James Phipps: inseriu pus de uma ferida de varíola bovina no garoto, que rapidamente desenvolveu os sintomas.

3. Comprovação da eficácia

Assim que James se recuperou da doença, Jenner infectou o garoto com o vírus mais mortal da varíola, mas sua saúde permaneceu intacta. A exposição à varíola bovina havia feito com que ele se tornasse imune. Em 1798, os resultados foram publicados, e a palavra vacina – “vaccine”, em inglês, originária de “vacca”, que é vaca em latim – foi cunhada.

4. Ganhos com as vacinas

Vaccine vials in the Clinical Biomanufacturing Facility in Oxford, Britain. Credit…Sean Elias, via Reuters

No último século, a imunização ajudou a reduzir drasticamente o impacto de doenças. Cerca de 2,6 milhões de pessoas morriam, a cada ano, de sarampo no mundo, até que a primeira vacina contra a doença fosse criada, nos anos 1960. A vacinação levou à redução de 80% nas mortes por sarampo entre 2000 e 2017 no planeta, segundo a OMS. E não faz muito tempo que milhões de crianças corriam o risco real de morrerem ou sofrerem paralisia por conta da poliomielite. Hoje em dia, essa doença foi praticamente extinta.

5. Diferentes caminhos

Existem diferentes caminhos para se criar uma vacina. Um deles é enfraquecer o vírus, para que o sistema imunológico posa gerar células que farão parte da camada de proteção da pessoa no futuro, como as vacinas da rubéola e catapora. Outro caminho é eliminar o vírus a partir da criação de uma substância que mata o vírus, não dando tempo do vírus ou a bactéria se reproduzir a tempo de espalhar a doença, como acontece com a vacina da hepatite A e contra a raiva. O último caminho é remover parte do microrganismo utilizando parte do vírus em sua composição, coletado a partir de proteínas de sua superfície. Quando o sistema imunológico responde a uma parte do vírus, essa é a estratégia mais indicada para se fazer uma vacina, como o caso da vacina contra o HPV.

6. Primeira etapa

A fabricação de uma vacina é feita em seis etapas. A primeira é a pesquisa e coleta de amostras, onde é realizada a incubação do agente patológico para conhecê-lo melhor.

7. Segunda etapa

A segunda etapa é a descoberta e o desenvolvimento, os quais se dão de acordo com a vacina, onde diferentes agentes podem ser combinados, enfraquecidos ou ativados. Essa é a etapa em que a estratégia escolhida para que seja feita a vacina será aplicada. A partir da identificação de amostras e as características desejadas para a imunização dos pacientes, a vacina é, então, desenvolvida.

8. Terceira etapa

Esta etapa consiste nos testes pré-clínicos e clínicos. Os teste pré-clínicos são realizados em laboratório com cobaias, geralmente animais, como ratos; e os teste clínicos são realizados em pessoas, que aceitam participar destes testes. O intuito de tais testes é ter a certeza de que a nova vacina é segura e que, de fato, ela age no foco da doença.

9. Quarta etapa

A quarta etapa é a liberação dos órgãos reguladores da vacina, como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nessa etapa, é realizado um pedido formal para que a vacina seja aprovada para fabricação.

10. Quinta etapa

A quinta etapa é a fabricação do produto conforme as diretrizes pelos laboratórios certificados para tal.

11. Sexta etapa

A sexta e última etapa é a distribuição das vacinas para a população. De acordo com uma procura projetada pela imunização, os laboratórios fabricantes das vacinas realizam a distribuição em locais autorizados, como clínicas particulares, que, por sua vez, administram as doses. O número de doses de vacina a ser produzido já é calculado para que essa demanda seja atendida adequadamente.

Isabela Costa

Isabela Costa

Sou Isabela Costa, editora de conteúdo no Pausa do Café. Escrevo sobre cinema, culinária, saúde, entretenimento e viagens, sempre com o objetivo de transformar temas variados em informações acessíveis e interessantes. Com formação em Jornalismo e mais de 8 anos de experiência em conteúdo digital, adoro explorar curiosidades e oferecer dicas úteis para o dia a dia. Meu objetivo é proporcionar aos leitores uma leitura leve e divertida, ao mesmo tempo que trago conteúdo relevante e confiável.