9 perguntas não respondidas sobre a COVID-19
O novo vírus que surgiu em dezembro de 2019 e já infectou milhares de pessoas, matando muitas, ainda é desconhecido e por isso, não se sabe como combatê-lo. Apesar dos esforços de cientistas em todo o mundo, ainda há muito que não entendemos sobre ele e, agora, todos de certa forma fazemos parte de um experimento em todo o planeta na busca por essas respostas, seja um medicamento ou uma vacina. Veja 9 perguntas não respondidas sobre a COVID-19:
1. Quantos infectados?

É uma das perguntas mais básicas, porém a mais crucial. Os casos confirmados em todo o mundo já passaram de um milhão, mas isso é apenas uma fração do total de infecções. Infelizmente, os números podem ser mais altos devido ao contingente ainda desconhecido de casos assintomáticos — pessoas que têm o vírus, mas não se sentem doentes. Os testes que detectam anticorpos permitirão aos pesquisadores saber se alguém já teve o vírus. Somente assim é possível entender quão longe ou quão facilmente o coronavírus está se espalhando.
2. Qual a letalidade do vírus?

Até que o número de casos não seja totalmente claro, é impossível ter certeza da taxa de letalidade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que 3,4% das pessoas infectadas pelo vírus morrem, mas há cientistas que estimam que esse índice gire em torno de 1%. Porém, essa taxa pode ser diferente devido àqueles pacientes assintomáticos.
3. Quais são todos os sintomas?

Os principais sintomas do coronavírus são febre alta e tosse seca. Dor de garganta, dor de cabeça e diarreia também foram relatados em alguns casos, e há indícios crescentes de que alguns perdem o olfato. Porém, a questão mais emergente é se sintomas leves da gripe, como coriza ou espirros, estão presentes em alguns pacientes.
4. Qual o papel das crianças na propagação do vírus?

As crianças podem pegar o coronavírus como qualquer outra pessoa de outra faixa etária. No entanto, geralmente desenvolvem sintomas leves, e há relativamente poucas mortes entre crianças em comparação com outras faixas etárias. As crianças normalmente são superdisseminadoras de doenças, em parte porque entram em contato com muitas pessoas. Porém, com esse vírus, não está claro até que ponto elas ajudam a espalhá-lo.
5. De onde realmente veio o vírus?

O novo coronavírus surgiu em Wuhan, na China, no final de 2019, onde havia um conjunto de casos com origem relacionada a um mercado de animais. O vírus está intimamente ligado a um tipo de vírus que infecta morcegos, no entanto, acredita-se que tenha sido passado de morcegos para uma outra espécie animal ainda desconhecida, que depois o transmitiu às pessoas. Esse “elo perdido” permanece desconhecido e pode ser uma fonte de mais infecções.
6. O verão pode minimizar o contágio?

Gripes e resfriados são mais comuns nos meses de inverno do que no verão, mas ainda não se sabe se o clima mais quente alterará a propagação do vírus. Os consultores científicos do governo do Reino Unido alertaram que não está claro se haverá um efeito sazonal. Se houver, eles acham que é provável que seja menor do que o de resfriados e gripes.
7. Por que algumas pessoas têm sintomas mais graves?

A covid-19 é uma infecção leve para a maioria das pessoas. No entanto, cerca de 20% desenvolvem formas mais graves, mas por quê? O estado do sistema imunológico de uma pessoa parece ser parte do problema, e também pode haver algum fator genético. A compreensão disso pode levar a maneiras de impedir que as pessoas precisem de cuidados intensivos.
8. A pessoa infectada se torna imune à novo contágio?

Após a infecção e a cura, os pacientes devem construir uma resposta imune.
Porém, como a doença ainda é pouco estudada, faltam dados mais completos. Os pacientes que aparentemente foram infectados duas vezes podem ter sido testados incorretamente, o que apontaria incorretamente que estavam livres do vírus. A questão da imunidade é vital para entender o que acontecerá a longo prazo.
9. O vírus sofrerá mutação?

Vírus sofrem mutação o tempo todo, mas a maioria das alterações em seu código genético não tem grande diferença. Como regra geral, é esperado que os vírus evoluam para ser menos mortais a longo prazo, mas isso não é regra. A preocupação é que, se o vírus sofrer mutação, o sistema imunológico não o reconhecerá mais, e uma vacina específica deixará de funcionar (como acontece com a gripe).
