Os 10 países que mais sofrem com censura
10. Cuba

A mídia impressa e radiodifundida é totalmente controlada pelo Estado comunista de partido único e, por lei, deve estar “de acordo com os objetivos da sociedade socialista”. O governo foca em jornalistas críticos por meio de assédio, vigilância física e on-line, detenções de curto prazo, invasões domiciliares e apreensões de equipamentos. Embora a Internet tenha aberto algum espaço para reportagens críticas, o provedor de serviços estatais, ETECSA, tem ordens de bloquear conteúdo questionável e restringe o acesso a alguns blogs e plataformas de notícias críticos.
9. Bielorrúsia

Outro país da lista de países que mais sofrem com censura é Bielorrúsia. As autoridades bielorrussas exercem um controle total sobre a mídia e os poucos jornalistas independentes e blogueiros enfrentam medo e detenções. O governo supervisiona os provedores de serviços de Internet (ISPs), estabelece padrões de segurança da informação, conduz a vigilância digital dos cidadãos e administra os domínios de alto nível do país.
8. Guiné Equatorial

Todos os meios de comunicação são de propriedade do governo. Emissoras locais e internacionais foram proibidos de cobrir determinados assuntos considerados ameaçadores à imagem do país ou aos próximos ao presidente. Sites de agências de notícias estrangeiras e a oposição política estão entre os regularmente bloqueados, e em 2017, a internet foi suprimida no dia da votação para as eleições parlamentares e municipais, e o Facebook foi bloqueado por cerca de três semanas antes da votação.
7. Irã

O governo do Irã reprime a expressão on-line espionando jornalistas domésticos e internacionais, interceptando transmissões de televisão via satélite e bloqueando milhões de sites e plataformas de mídia social. As autoridades proibiram as ferramentas que permitiam burlar o bloqueio e usaram campanhas de hacking e trollagem direcionadas a repórteres domésticos e internacionais. Ainda, o Conselho Nacional do Ciberespaço proibiu o Twitter, Facebook e YouTube, além dos aplicativos de mensagens Telegram e WhatsApp – mas estes são acessíveis via VPNs.
6. Vietnã

O governo deste país possui e controla todos os meios impressos e de transmissão no Vietnã. Em janeiro deste ano, uma nova lei de cibersegurança entrou em vigor, a qual dá às autoridades amplos poderes para censurar conteúdo on-line, como cláusulas que exigem que empresas de tecnologia divulguem dados de usuários e retirem conteúdo considerado censurável pelas autoridades, segundo a Reuters.
5. China

Na china, os usuários da Internet não podem acessar mecanismos de busca estrangeiros, sites de notícias e plataformas de mídia social devido ao Great Firewall. O governo monitora até mesmo as redes de mídia social domésticas, usando programas de vigilância e treinando profissionais de censura. Algumas plataformas estrangeiras de mídia social como Twitter, Facebook e YouTube são proibidas; sendo apenas são acessíveis através de VPNs, as quais são proibidas. Porém, os esforços da censura se estenderam ao ponto de bater em portas para ordenar que as pessoas apagassem seus tweets, de acordo com o The Washington Post.
4. Arábia Saudita

Neste país, sites, blogs e qualquer pessoa que poste notícias ou comentários on-line devem ter uma licença do Ministério da Cultura e Informação para fazê-lo. O governo tem mais controle sobre o conteúdo digital, onde o uso da vigilância cibernética é onipresente, além de utilizar tecnologia de vigilância e exércitos de trolls e bots para suprimir a cobertura e discussão de assuntos sensíveis, incluindo a guerra no Iêmen, e para supostamente monitorar jornalistas dissidentes sauditas. O governo bloqueia sites que considera questionáveis, bem como o acesso a provedores de VPN que contornariam os bloqueios.
3. Turcomenistão

Outro país da lista de países que mais sofrem com censura é Turcomenistão. O presidente do país controla tudo sobre todas as esferas da vida no Turcomenistão, incluindo a mídia, usando-a para promover seu culto à personalidade. Todos os meios de comunicação são de propriedade ou rigidamente controlados pelo governo. Cerca de apenas 21% da população do país tem acesso à internet, e o regime bloqueia publicações on-line independentes e proíbe o uso de VPNs e outras ferramentas de anonimato.
2. Coreia do Norte

O acesso à internet global é restrito à elite política, mas algumas escolas e instituições estatais têm acesso a uma intranet rigidamente controlada chamada Kwangmyong. Sinais de TV e rádio estrangeiros pirateados e DVDs estrangeiros contrabandeados são as principais fontes de informação independente para a maioria dos norte-coreanos, de acordo com um relatório da InterMedia. O governo utiliza bloqueadores de sinais de rádio e equipamentos avançados de detecção de rádio para impedir que as pessoas compartilhem informações.
1. Eritréia

O governo fechou toda a mídia independente em 2001. De acordo com o grupo de liberdade de expressão Artigo 19, a lei de imprensa de 1996 inclui a exigência de que os meios de comunicação promovam “objetivos nacionais”. O Estado detém o monopólio legal dos meios de comunicação e os jornalistas da mídia estatal têm medo de retaliação. Fontes alternativas de informação, como a internet ou transmissões via satélite de estações de rádio no exílio são restritas através de quedas ocasionais de sinal e pela baixa qualidade da internet controlada pelo governo, de acordo com a DW Akademie.
