10 personagens de séries inspirados em pessoas reais
Quando assistimos uma série de sucesso e nos deparamos com personagens incríveis, sabemos que os produtores são muito criativos. Mas saiba quem nem tudo é invenção, principalmente quando se trata de histórias e personagens. Sabia que muitos personagens fictícios foram inspirados em pessoas reais? Veja 10 personagens de séries inspirados em pessoas reais:
1. Sherlock, Sherlock
Arthur Conan Doyle esteve sob a tutela do Dr. Joseph Bell quando frequentava a Faculdade de Medicina da Universidade de Edimburgo, na Escócia. Doyle se sentiu inspirado a criar o famoso detetive Sherlock Holmes. Apesar de Bell ser médico, e não detetive, ele ficou conhecido por analisar os antecedentes dos pacientes e determinar as causas das doenças com base na observação e na reflexão. Ele conseguia até escolher aleatoriamente uma pessoa em meio à multidão e adivinhar sua profissão e atividades recentes, tudo com base na dedução. Assim como o personagem da ficção, Bell chegou a ajudar a polícia como perito forense.
2. Vincent Chase, Entourage
O programa foi baseado nas experiências de Mark Wahlberg, e conta o começo de sua trajetória profissional e o caminho que precisou percorrer até tornar-se um renomado astro de Hollywood. A produção da HBO não apenas mostra o que ele viveu, mas também o grupo de amigos que estava ao lado dele no início de sua carreira. O próprio ator participou do projeto, trabalhando na produção.
3. Os Shelby, Peaky Blinders
O seriado gira em torno dos Shelby, família de gângsters que vivia em Birmingham, Inglaterra, durante o ano de 1919. Os criadores da atração escolheram os “Peaky Blinders”, nome que batiza a série, como inspiração para escrever a história. Era uma organização criminosa que surgiu no fim do século XIX, agitando a vida britânica da época. Os membros do bando eram extremamente violentos, o que contrastava com sua maneira de vestir, já que estavam sempre muito elegantes.
4. Olivia Pope, Escândalos — Os Bastidores do Poder
A personagem de Olivia Pope é baseada em Judy Smith, especialista em gestão de crises. Apesar de ela não ter tido nenhum caso com o presidente, Judy realmente esteve ligada a vários escândalos na vida real por meio de sua empresa. Ela representou pessoas como Monica Lewinsky, Wesley Snipes e Michael Vick. Ela chegou até a ocupar o posto de secretária adjunta de imprensa de um ex-presidente americano.
5. Allison DuBois, A Paranormal
A série A Paranormal (Medium) tem a personagem Allison DuBois como protagonista. Na trama, a personagem colabora com a Promotoria de Justiça da cidade de Phoenix, nos EUA, usando seus dons de se comunicar com os mortos para ajudar a solucionar crimes. A série se baseou em uma mulher de mesmo nome. Allison é escritora e cientista política e afirma ter poderes parapsicológicos. Ela afirma que, há anos, colabora com as autoridades de segurança americanas. Seu livro, Don’t kiss them good-bye (“Não diga adeus a eles”, em tradução livre), serviu de fonte de inspiração para o seriado, protagonizado pela atriz Patricia Arquette.
6. Lucious Lyon, Empire — Fama e Poder
A inspiração para a criação do personagem Lucious Lyon, magnata da música e ex-traficante de drogas, veio em partes do rapper Jay Z e de sua trajetória profissional, de acordo com Danny Strong, um dos criadores da série. Jay Z deixou para trás seu passado de crimes para se transformar em um dos mais conceituados artistas e empresários da música nos dias de hoje. Joe Kennedy também foi usado como base para o desenvolvimento da série. O patriarca da famosa família de políticos inspirou a criação de toda a família Lyon na trama.
7. Don Draper, Mad Men: Inventando Verdades

O personagem Don Draper foi inspirado em George Lois, que foi um dos responsáveis por campanhas publicitárias de sucesso para grandes marcas, como Jiffy Lube, Xerox e MTV. A criação da estrondosa campanha “I Want My MTV!” é atribuída a ele. O personagem fictício foi também inspirado em Draper Daniels, homem que era ligado ao universo da publicidade dos anos 1950, e que se tornou renomado ao trabalhar em contas importantes. Atribui-se a ele, por exemplo, a campanha do “Marlboro Man”, o cowboy que foi um ícone da marca de cigarros.
8. A Condessa, American Horror Story
A Condessa, personagem interpretada por Lady Gaga, matava suas vítimas para beber o sangue delas. A personagem foi inspirada na condessa Elizabeth Báthory de Ecsed, que viveu no século XVI e que assassinou diversas mulheres jovens. Ela costumava ingerir o sangue de quem matava ou usar o líquido para tomar banho, como parte de um ritual. Após assassinar várias pessoas, sobretudo servos e camponeses locais, Elizabeth foi capturada e condenada. Até hoje, é conhecida como a mulher que mais matou pessoas na história da humanidade: foram 650 vítimas.
9. Piper Chapman, Orange Is the New Black
A série de sucesso mostra as desventuras de Piper, uma mulher que é condenada a passar 15 meses em uma prisão federal feminina. Tanto a personagem quanto a trama foram inspiradas na vida de Piper Kerman e em seu livro, Orange Is the New Black, que narra os acontecimentos ocorridos durante sua estadia na prisão após a condenação por lavagem de dinheiro. Kerman garante que alguns dos fatos trágicos mostrados na série realmente fizeram parte de suas experiências.
10. Walter White, Breaking Bad
Na hora de criar Walter White, os produtores de Breaking Bad se inspiraram em duas pessoas. A primeira delas foi Dicky Joe Jackson, um caminhoneiro que levava uma vida tranquila até ver seu filho, com apenas alguns meses de vida, ser diagnosticado com a síndrome Wiskott-Aldrich, uma rara doença autoimune. O menino precisava com urgência de um transplante de medula óssea para poder sobreviver. Sua irmã era compatível, mas a operação custava 250 mil dólares, dinheiro que a família não possuía. Após tentar e não conseguir arrecadar o dinheiro, Dicky resolveu se ligar ao mundo das drogas para tentar obter rapidamente o valor necessário. Foi assim que começou a fazer o transporte, em seu próprio caminhão, de entorpecentes. Além dele, a série se inspirou em Walter White, traficante de drogas que começou seu negócio em 1988. Ele passou anos comercializando metanfetaminas enquanto se escondia sob a máscara de pai exemplar. Pouquíssimas pessoas sabiam que, à noite, ele preparava a droga e a distribuía com a ajuda de um cúmplice. Depois de passar anos sendo perseguido pela polícia, Walter foi preso em 2008, acusado de tráfico e produção de metanfetamina. Ele foi libertado em 2012, mas foi detido novamente pelas mesmas acusações, só que em outro Estado.









