22 animais em perigo de extinção no Brasil
O Brasil é considerado um dos países mais ricos em biodiversidade. Porém, existem animais presentes nas regiões brasileiras que podem ser extintos em poucas décadas. O Instituto Chico Mendes (ICMBio) e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) divulgaram em 2016 o Livro Vermelho com a relação dos animais ameaçados de extinção no Brasil. Neste livro, as espécies são classificadas de acordo com o risco que se encontram em extinção, podendo ser classificados em: Extinta, Extinta na Natureza, Regionalmente Extinta, Criticamente em Perigo, Vulnerável, Quase Ameaçada, Menos Preocupante, Dados Insuficientes, Não Aplicável e Não Avaliada. De acordo com o estudo, no país existem 1.173 espécies animais ameaçadas de extinção, além dos que já foram extintos, como a arara-azul-pequena e o minhocuçu. Veja 22 animais em perigo de extinção no Brasil:
1. Uacari

O uacari (Cacajao hosomi) é encontrado na Amazônia e vem sofrendo com o desmatamento da região e a caça, já que habita terras indígenas dos Yanomamis. De acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016), a espécie está classificada em perigo de extinção.
2. Toninha

A toninha (Pontoporia blainvillei) é um golfinho que pode ser encontrado na região costeira do Brasil, Uruguai e Argentina, passando pelo litoral do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul. A captura da espécie em redes de pesca e a baixa capacidade de reprodução, fazem com que a toninha seja considerada como criticamente ameaçada de extinção no Brasil, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016).
3. Tartaruga-oliva

A tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea) é uma espécie altamente migratória, que desova principalmente entre o litoral sul do Alagoas e o norte da Bahia. A espécie ainda enfrenta problemas como a caça ilegal, pesca acidental e a poluição das águas, provocando assim o risco de extinção, que segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016), é classificada na categoria em perigo.
4. Tatu-bola

O tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) é um animal endêmico da Caatinga, ou seja, é neste bioma que ele é mais encontrado. Pesquisadores apontam que a população desta espécie já diminuiu cerca de 45% em um período de 20 anos. Os principais motivos que fazem este animal ser considerado em risco de extinção são a degradação ambiental e a caça. Segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016), a espécie está categorizada em perigo de extinção.
5. Tartaruga-de-couro

A tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea) é considerada a maior espécie de tartaruga marinha do mundo, sendo encontrada em oceanos tropicais e temperados. O consumo dos ovos e abate das fêmeas foi muito comum no passado, além de que suas características reprodutivas contribuem para colocar a conservação da espécie em situação crítica. Segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016), a espécie é classificada como criticamente ameaçada de extinção.
6. Tamanduá-bandeira

O tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) é encontrado nos biomas da Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal e vem sofrendo com desmatamento e queimadas das regiões destinadas às plantações ou criação de gado. Por conta dessas ações, a espécie encontra-se como vulnerável à extinção, segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016).
7. Soldadinho-do-araripe

O soldadinho-do-araripe (Antilophia bokermanni) é uma ave que vive na caatinga, em área restrita da Chapada do Araripe, no Ceará e vem sofrendo com o problema do desmatamento da região, provocado pela criação de gado, monoculturas e o crescimento desordenado das cidades. Segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016), a espécie é classificada como criticamente ameaçada de extinção.
8. Sapo-folha

O sapo-folha (Proceratophrys sanctaritae) é uma espécie endêmica do Brasil, descrito cientificamente há pouco tempo e que já se encontra em perigo de desaparecer. Ele foi descoberto em 2010 na Serra do Timbó, no estado da Bahia. A espécie sofre com o desmatamento do seu habitat por causa do cultivo de cacau, banana e das pastagens. Atualmente, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016), ele está classificado como criticamente ameaçado de extinção.
9. Pica-pau-amarelo

O pica-pau-amarelo (Celeus flavus subflavus) é uma ave endêmica do Brasil, sendo originalmente encontrada entre os estados de Alagoas até o Rio de Janeiro. As principais ameaças estão relacionadas à qualidade do seu habitat, que sofre influência do desmatamento e das queimadas. Essa ave, segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016), está classificada como criticamente ameaçada de extinção. Pesquisadores apontam a existência de aproximadamente 250 indivíduos atualmente.
10. Muriqui-do-norte

O muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) é o maior primata das Américas, sendo encontrado somente na Mata Atlântica, e sofre com o desmatamento da região e a caça ilegal e indiscriminada. Segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016), ele está classificado na categoria de criticamente ameaçado de extinção.
11. Morceguinho-do-cerrado

O morceguindo-do-cerrado (Lonchophylla dekeyseri) é um animal pequeno, com cerca de 12 gramas e é uma espécie endêmica do Cerrado, o qual vive em cavernas e buracos nas matas e cerrado do Brasil. A redução do seu habitat, causada principalmente pelo desmatamento, turismo desordenado e degradação ambiental, são as principais causas de ameaça de extinção da espécie, que está classificada em perigo pelo Livro Vermelho do ICMBio (2016).
12. Ararajuba

A ararajuba (Guaruba guarouba), também conhecida como Guaruba, é uma ave verde e amarela, que existe somente na Amazônia e vem sofrendo com o tráfico e o desmatamento do bioma. Atualmente, segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016), ela é considerada em risco vulnerável de extinção.
13. Baleia-franca-do-sul

A baleia-franco-do sul (Eubalaena australis), também conhecida como baleia franca austral, é encontrada no litoral brasileiro, e vem sofrendo com a caça, a pesca, bem como a poluição das águas. É considerada em perigo de extinção, segundo o Livro Vermelho do ICMBio (2016).
14. Cuxiú-preto

O cuxiú-preto (Chiropotes satanas) é um mamífero que pode ser encontrado na Amazônia e que vem sofrendo com a caça predatória e desmatamento do seu habitat, causando assim escassez de alimentos, já que os frutos das árvores são fundamentais para sua sobrevivência. Atualmente, está classificada como criticamente ameaçada de extinção pelo Livro Vermelho do ICMBio (2016).
15. Gato-maracajá

O gato-maracajá (Leopardus wiedii) é encontrado nos biomas Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal. Atualmente, o desmatamento é o maior problema enfrentado pela espécie, uma vez que causou a destruição de seu habitat natural, tornando-se vulnerável à extinção, conforme apontado pelo Livro Vermelho do ICMBio (2016).
16. Macaco-aranha-de-cara-preta

O macaco-aranha-de-cara-preta (Ateles chamek) é encontrado principalmente na Amazônia e está sendo ameaçado devido a destruição de seu habitat, a caça ilegal e o tráfico de animais. A construção de hidrelétricas, rodovias e linhas de transmissão são os principais motivos para que a espécie seja considerada em risco vulnerável de extinção, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016).
17. Mico Leão Dourado

O mico-leão-dourado habita a Mata Atlântica e sofreu durante décadas com o desmatamento e o tráfico de animais, o que resultou na eliminação quase total da espécie. Hoje, os poucos indivíduos que existem são restritos aos remanescentes de florestas do estado do Rio de Janeiro. Com o apoio de projetos nas unidades de conservação onde se encontram, a situação tende a melhorar. Porém, a espécie está ainda classificada em perigo de extinção, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016).
18. Cervo do Pantanal

O cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) é o maior cervídeo da América da Sul, podendo ser encontrado no Pantanal e também nos biomas Amazônia e Cerrado. O desmatamento e a caça ilegal são ameaças, além da construção de hidrelétricas na bacia do Rio Paraná. Essas têm contribuído para a grande redução da espécie, classificando-a em risco vulnerável de extinção, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016).
19. Boto Cor de Rosa

O boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) é endêmico dos rios da bacia Amazônia, sendo considerado o maior golfinho de água doce. A população do boto-cor-de-rosa vem diminuindo com o passar do tempo, pois a espécie já foi utilizada como isca para pesca e, mais atualmente, sofre com a construção de hidrelétricas. Pesquisadores estimam que em cerca de 30 anos, a população desta espécie poderá sofrer um declínio de 50%. Por esse motivo, ela foi categorizada em perigo de extinção pelo ICMBio (2016).
20. Ariranha

A ariranha (Pteronura brasiliensis), também conhecida como lobo do rio ou lontra gigante, pode ser encontrada no Pantanal e Amazônia e está ameaçada de extinção em risco vulnerável, conforme apresentado pelo Livro Vermelho do ICMBio (2016). A pesca predatória, caça ilegal e a poluição dos rios, principalmente a contaminação por mercúrio, são as maiores ameaças para a conservação da espécie.
21. Lobo Guará

O Lobo-Guará (Chrysocyon brachyurus) é encontrado no Cerrado, no Pantanal e nos Pampas. É considerado o maior mamífero canídeo nativo da América do Sul. A espécie enfrenta grandes problemas devido ao desmatamento de seu habitat e encontra-se vulnerável à extinção, de acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016).
22. Onça Pintada

A onça-pintada (Panthera onca) é considerada o maior felino das Américas, podendo ser encontrada em quase todos os biomas brasileiros, com exceção do Pampa, onde já foi extinta. Esta espécie de onça é caçada por fazendeiros para proteger seus rebanhos, além disso, sofre com a destruição do seu habitat e sua pele tem grande valor no mercado mundial. De acordo com o Livro Vermelho do ICMBio (2016), a onça-pintada é classificada em risco vulnerável de extinção.
