Saúde e Política: uma semana em março.

Paneladas e Twitter

política - bolsonaro

Sem dúvida a situação do Brasil está em crise nos últimos meses. 2020 começou com notícias complicadas desde o princípio de uma suposta Terceira Guerra Mundial até a existência de um vírus na China que tem se alastrado pelo mundo.

A situação se complica mais com a presença do vírus no Brasil enquanto nossa atenção estava voltada para a política brasileira. No final de fevereiro o presidente Jair Bolsonaro havia solicitado a seus apoiadores a presença em uma manifestação contra o Congresso Nacional no dia 15 de março.

Entretanto, o mês de março tem sido marcado pela necessidade de uma quarentena devido à nova doença – e isso influenciou bastante na opinião do povo quando o assunto voltou a ser sobre manifestações.

Com a quarentena, manifestações públicas não foram possíveis. A população brasileira decidiu, então, fazer manifestações online e o Twitter foi palco das paneladas contra e a favor do presidente Bolsonaro.

Em várias cidades onde ocorreram estas manifestações, as hashtags variavam de acordo com as opiniões da população. Por pouco tempo houve um empate na porcentagem de tuítes relacionadas a ambos os lados. Foi na quarta-feira (18/03) que as coisas começaram a mudar.

Enquanto tuítes de apoio ao presidente chegaram a 330 mil por 75 mil usuários do Twitter, os tuítes anti-Bolsonaro chegaram a 498 mil, por 186 mil usuários únicos. (Informações de acordo com a empresa Bites de análise de dados).

gráficos

Bolsonaro e Doria

E ainda hoje (20/03), esta luta entre apoiadores e não-apoiadores teve mais motivos para acontecer. A frase de Jair Bolsonaro em relação à situação referente ao vírus de que “Tem certos governadores que estão tomando medidas extremas que não competem a eles, como fechar aeroportos, rodovias, shoppings e feiras” gerou discussão com outros nomes da política.

política - Doria

O governador João Doria (PSDB) afirmou em uma entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes que a posição do Bolsonaro não era como a de um líder: “Eu lamento ter de dar essa informação, de nós estarmos fazendo aquilo que deveria caber ao líder do país, que é o presidente Jair Bolsonaro, e que, lamentavelmente, ele não faz. E, quando faz, faz errado”.

Aqui cabe a frase de Luciano Hang (apoiador de Bolsonaro) em crítica ao presidente:

https://twitter.com/luciano_hang/status/1239695124931776512

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